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Semana Santa - SEAP e Anvisa lançam campanha de orientação sobre consumo de pescado

A Semana Santa é a época do ano em que mais se consome pescado no país. Nestes dias que antecedem a Páscoa, a comercialização chega a triplicar em alguns estabelecimentos. Nesta época de alta demanda, o consumidor deve ficar atento: o pescado é um alimento de alta qualidade nutricional, mas precisa estar bem conservado e livre de contaminantes. Por isso, a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (SEAP) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estão distribuindo, em pontos de venda de todo o Brasil, folhetos que orientam o consumidor na hora de escolher um bom pescado. Veja algumas orientações do material:

- Para escolher o estabelecimento, observe a limpeza, a organização do ambiente e a higiene dos atendentes;

- Não compre alimentos com embalagens violadas, amassadas, rasgadas, molhadas, furadas ou com outros sinais de alteração;

- Adquira os alimentos refrigerados e congelados somente no final das compras. Confira se os produtos congelados estão firmes e sem sinais de descongelamento, como acúmulo de líquidos;

- No caso de peixe salgado seco, como bacalhau, o produto precisa estar armazenado em local limpo, protegido de poeira e insetos. Verifique se não há mofo, ovos ou larvas de moscas, manchas escuras ou avermelhadas, limosidade superficial, amolecimento e odor desagradável, que indicam que o produto não está bom para o consumo;

- Evite o contato dos alimentos crus (pescado ou vegetais não lavados) com alimentos cozidos. Lave os utensílios usados no preparo de alimentos crus antes de usá-los em alimentos cozidos;

- Nunca descongele o pescado à temperatura ambiente. Use o micro-ondas ou descongele sob refrigeração.

Peixe no ano inteiro

Peixe é bom o ano inteiro, e não apenas na Semana Santa. A SEAP trabalha para aumentar o consumo de pescado no Brasil, estimado entre 7 e 8 kg por pessoa ao ano - quando a média mundial é de 16kg/hab/ano e a OMS recomenda pelo menos 12 kg/hab/ano. A demanda, no entanto, apresenta sinais de crescimento, seguindo tendência mundial. No mundo todo, a demanda por pescado é crescente, em razão das qualidades nutricionais do alimento e suas vantagens em relação a outras carnes. O material distribuído pela SEAP e ANVISA ressalta estas qualidades:

Além dos pescados serem fontes naturais de proteínas para o organismo, eles fornecem outros nutrientes importantes para os seres humanos, como vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais.

- Os principais minerais encontrados nos pescados são zinco, fósforo, ferro, cálcio e iodo (no caso de pescados de origem marinha). Os peixes também são importantes fontes de vitaminas do complexo B (como a tiamina, a niacina e a vitamina B12). Além disso, são ricos em ácidos graxos poliinsaturados, um tipo de gordura considerada saudável. 

Para o ministro Altemir Gregolin, além da busca por alimentos mais saudáveis, a aposta no aumento do consumo de peixe no País se apóia também no fato de que a economia vem crescendo e o Brasil apresenta uma conjuntura favorável, com melhoria de renda entre os trabalhadores assalariados e redução do desemprego.

Preferidas do público

Algumas das espécies mais comercializadas no país são a sardinha, a pescada e o camarão (que está mais barato desde que o dólar baixo passou a desestimular as exportações e os produtores começaram a se voltar ao mercado interno). O dólar baixo também estimula a importação de peixes como salmão (do Chile) e bacalhau (da Noruega), uma das espécies preferidas pelos brasileiros nesta época.


Setor estratégico

O aumento de consumo de pescado nesta época movimenta um setor responsável por 3,5 milhões de empregos diretos e indiretos no país e uma receita estimada em R$ 5 bilhões. Pescadores artesanais e industriais, armadores de pesca, trabalhadores da indústria pesqueira e aqüicultores (criadores de pescado em cativeiro) trabalham dobrado para aumentar a produção e garantir a oferta de peixe. Veja alguns números do setor:

- O Brasil produz hoje cerca de 1 milhão de toneladas de pescado ao ano. Deste total, 27% vêm da aqüicultura (o cultivo de peixe e outros organismos aquáticos).

- Metade da produção – cerca de 500 mil toneladas – é fruto do trabalho dos pescadores artesanais. O restante vem da pesca industrial (260 mil toneladas) e da aqüicultura (270 mil toneladas, somando-se peixes, camarão e moluscos).

- O país tem mais de 500 mil pescadores profissionais artesanais registrados junto à Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca e mais de 30 mil embarcações pesqueiras.

Estruturação

Apesar da importância da pesca e da aqüicultura na geração de emprego, renda e alimento, o setor pesqueiro e aqüícola nacional ficou muito tempo sem receber investimentos estruturantes e políticas públicas específicas. Com a criação da SEAP, em 2003, o governo federal começou a colocar em prática um plano de desenvolvimento sustentável para o setor. Entre as prioridades para 2008 estão a estruturação das comunidades pesqueiras artesanais (para que o pescador domine outras fases da cadeia produtiva e possa, assim, melhorar sua renda), o desenvolvimento da pesca oceânica (atividade que o Brasil pode explorar com sustentabilidade, mas para a qual precisa de frota adequada e tecnologia), o desenvolvimento da aqüicultura (o país tem condições naturais ideais para a expansão do setor), investimentos em pesquisas e em geração de tecnologias, assistência técnica pesqueira e aqüícola e implantação de um sistema nacional de estatística pesqueira.

Atividades da Semana Santa:

As superintendências da SEAP nos estados programaram atividades de promoção do consumo e campanha educativa. Nas feiras, mercados e supermercados estão sendo distribuídos os folhetos com orientações. Ainda como parte da programação, os 400 módulos Feira do Peixe que foram concedidos a colônias de pesca e a piscicultores estão em funcionamento para facilitar o acesso da população ao peixe fresco e ao peixe vivo. Os módulos Feira do Peixe são tendas de lona com caixas isotérmicas ou tanques, balanças, balcões de manuseio de pescado e outros equipamentos que permitem que o pescador ou produtor comercialize o peixe direto ao consumidor.

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