Pesquisa aponta disposição da juventude para a participação política

 

Os jovens brasileiros que vivem nas regiões metropolitanas se interessam pela política e gostariam de participar mais da vida pública, principalmente se for para lutar por melhorias para suas comunidades, oportunidades em educação e trabalho ou por mais atividades esportivas, segurança e qualidade de vida. Parcela significativa desses jovens ( 28,1% ) já participa de alguma atividade coletiva - a metade atua em movimentos religiosos -, mas a grande maioria considera que faltam canais adequados de participação.

É o que concluiu a pesquisa Juventude Brasileira e Democracia - participação, esferas e políticas públicas, coordenada pelo Ibase e pelo Instituto Polis e realizada por uma rede de organizações sociais por encomenda da Secretaria Nacional de Juventude. O levantamento, que foi apresentado no final de novembro, nasceu de uma audiência na Secretaria-Geral da Presidência da República em que o Ministro Luiz Dulci recebeu representantes do Ibase e do International Development Research Centre, organização canadense que ofereceu apoio ao governo brasileiro e aceitou financiar o trabalho.

As entrevistas foram realizadas por uma rede de organizações sociais de todo o país, entre outubro de 2004 e maio de 2005, quando foram ouvidos 8 mil jovens de 15 a 24 anos em sete regiões metropolitanas: Belém, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, além do Distrito Federal. Do grupo pesquisado, 57,4% declaram-se não brancos (pretos, pardos, índios ou amarelos) e 42,3% brancos - 54,9% são católicos, 13% são casados e 20,9% já têm filhos.

As principais preocupações da juventude nas regiões metropolitanas são a violência, a inserção no mercado de trabalho e a educação. Os jovens reivindicam melhor qualidade na educação, possibilidade de qualificação profissional, espaços de cultura e lazer próximos ao seu local de moradia. A pesquisa também deixa claras as desigualdades sociais: a maioria dos que não conseguiram terminar o Ensino Fundamental são das classes D e E, onde também predominam os negros, os que não têm acesso a computadores nem à formação profissional.

Além do relatório final, foram elaboradores relatórios contendo os levantamentos em nível regional, que estão sendo encaminhados às administrações estaduais e municipais. Além da pesquisa, os documentos contêm recomendações de políticas voltadas para a população jovem e sobre a necessidade de abrir mais espaços para discussão de políticas públicas e para a expressão dos jovens e seus grupos de atividades coletivas. De acordo com os coordenadores da pesquisa, o jovem brasileiro percebe as limitações para sua participação, mas reconhece que tem contribuições a oferecer na construção do Brasil que desejam.

Veja a íntegra da pesquisa

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Assessoria de Comunicação
Secretaria-Geral da Presidência da República
(61) 3411.1407

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