Boletim informativo semanal da
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
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Muita pobreza, estoura violência!
Nossa raça está morrendo.
Periferia é tudo igual.
Todo mundo sente medo de sair de madrugada e tal.
Periferia é periferia (Racionais Mc's - letra: Edy Rock)
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NESTA EDIÇÃO:
FALTAM
12
semanas para a
1ª Conferência Nacional de
Promoção da Igualdade Racial
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(Regimento - Texto-base)
Acompanhe toda a programação e tire suas dúvidas pela Central de Informações e Apoio
à 1ª Conferência Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
telefone: 0800 642 15 25
e-mail: conferencia@fubra.unb.br
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História da Africa será uma das pautas da visita presidencial à África
nesta semana (Leia Mais)
Seminário internacional em Brasília apresenta
panorama sobre políticas afirmativas (Leia Mais)
Quilombos do Estado do Amapá entram na rota do desenvolvimento econômico sustentável
(Leia Mais)
Tribos de todo Brasil seguem para Bertioga (SP)
para a 5a Festa Nacional do Índio (Leia Mais)
Público leva Arquivo Nacional a prorrogar mostra
sobre o mestre Abdias até 1o maio (Leia Mais)

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Ciganos se preparam
para o encontro (Leia Mais) |
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| Lei
10.639 é um dos temas da visita presidencial à África |
Trazer ao Brasil professores africanos para contribuir com o ensino de História da
África e dos povos afrodescendentes nas universidades brasileiras, auxiliando assim na
implementação da Lei 10.639, que institui o ensino do tema na grade curricular das
escolas de ensino fundamental e médio de todo o País. Este é um dos diversos temas que
serão abordados durante a viagem de quatro dias que o presidente Luiz Inácio Lula da
Silva inicia no próximo domingo (10) a cinco países do Continente Africano. A
secretária especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ministra Matilde
Ribeiro, integra a comitiva que acompanha o presidente.
Desde sua criação, em 2003, uma das prioridades da Seppir (Secretaria Especial de
Políticas de Promoção da Igualdade Racial) da Presidência da República, é a
aproximação com os países do continente. O Brasil tem a segunda maior população de
negros do mundo. Em primeiro lugar fica a Nigéria.
Serão visitados os seguintes países: Camarões, Nigéria, Gana, Guiné-Bissau e Senegal.
É a quarta viagem que o presidente faz à África e quinta da ministra Matilde Ribeiro.
Diversos acordos, que estão em negociação desde o início do governo, serão
consolidados durante a visita. Com essa viagem, o presidente completará a marca de 15
países africanos visitados em dois anos. Um recorde na história do país. Além disso,
com a sua ida a Guiné-Bissau, ele encerra o ciclo de visitas aos países africanos que
compõe a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) formado por Angola, Brasil,
Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Principe e Timor Leste. A população da
CPLP é formada por 220 milhões de habitantes espalhados pelos oito países.
"A vinda de professores do Continente Africano irá proporcionar a aceleração do
processo de conhecimento dos brasileiros sobre um dos berços da formação do nosso povo
e cultura, considerando que no Brasil, atualmente, só existem nove doutores em história
da África", afirma a ministra Matilde Ribeiro.
Para ela, a viagem reforça o trabalho de aproximação que está sendo construído com o
continente. "Para a Seppir,a viagem significa a consolidação das relações com os
países primos", avalia a ministra.
O diretor de Departamento de África do Itamaraty, embaixador Pedro Motta, diz que a
intenção do presidente é dar continuidade a projetos de cooperação, principalmente no
campo social. Serão intensificadas parcerias nas áreas de saúde, educação e
agricultura. "São áreas onde nós podemos oferecer aos países africanos uma
cooperação de qualidade, temos condições para isso, e para eles significa muito",
avalia Motta.
Durante a viagem, o presidente anunciará a criação de 100 de bolsas de estudo para
africanos nas universidades brasileiras. Atualmente, cerca de 700 jovens africanos chegam
por ano ao país para estudar. As dificuldades financeiras e a falta de apoio obriga
muitos deles a retornarem ao seu país de origem sem concluir os estudos.
A expectativa do governo brasileiro é de que a permanência desses estudantes seja um
motivo a mais para atrair professores africanos para lecionarem no Brasil. A idéia é
acelerar a adoção da Lei 10.639/03. Atualmente, o Brasil enfrenta carência de
profissionais habilitados no tema.
Na Nigéria e Camarões, serão fechados acordos para a vinda de docentes interessados em
promover cursos sobre histórica e cultura africana nas universidades e escolas
brasileiras.
Um dos pontos altos da visita presidencial ao continente será a homenagem que a
comunidade Tabom - que reúne famílias de escravos brasileiro-ganenses retornados à
África - pretende fazer ao presidente. Destaca-se o projeto de restauração da Brazil
House, em Acra, residência construída no início do século 19 pelos Tabom, e um dos
mais importantes símbolos dos laços históricos e culturais que aproximam o Brasil e a
África. O projeto, estimado em US$ 200 mil, será financiado conjuntamente pelos governos
do Brasil e de Gana, com a contribuição de uma empresa privada.
Os que conseguiram voltar
Os Tabom formam uma comunidade brasileiro-ganense, de ex-escravos, que voluntariamente
retornaram à África após seus antepassados terem comprado sua liberdade no Brasil. Como
na sua chegada a Gana sabiam falar somente português e usavam os cumprimentos conhecidos
"como está?" e a resposta "tá bom", daí provavelmente a origem do
nome dado a eles pelo povo ganense. Sabe-se de várias comunidades de descendentes de
brasileiros em solo africano, grande parte delas no Benin, na Nigéria e no Togo, formando
clãs com nomes como Souza, Silva ou Cardoso.
Estudos estimam que no século 19 aproximadamente 10 mil afro-brasileiros libertos
voltaram à África. Em Gana, o único grupo significativo de que se tem notícia é o dos
Tabom. Segundo relatos, a viagem do Brasil para o Golfo da Guiné foi feita em um navio
chamado S. S. Salisbury, oferecido pelo governo inglês. Na capital, Acra, chegaram por
volta de 1836, vindos da Nigéria, como visitantes. Foram tão bem recebidos pelo Mantse
(chefe) Nii Ankrah, da área de Otublohum, que resolveram ficar. |
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Seminário internacional em Brasília apresenta
panorama sobre políticas de ações afirmativas |
Para disseminar e debater as experiências
internacionais de políticas afirmativas e estimular os governos latino-americanos a
adotá-las em seus países, acontece em Brasília, a partir da próxima segunda (11), no
seminário Promovendo a Igualdade Racial: um Diálogo sobre Políticas.
"O debate que o seminário propõe - Um Diálogo sobre Políticas -,
alcança o cerne da ação governamental na promoção da igualdade racial e na
construção de nações livres das desigualdades. Esse é um debate estruturado
fundamentalmente em torno de como construir uma verdadeira democracia. Afinal de contas,
as políticas para eliminação da pobreza só serão efetivamente inclusivas quando
considerarem o componente racial", afirma a ministra Matilde Ribeiro, secretária
especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República,
que, em virtude de sua viagem à África (leia matéria nesta edição), não participa da
abertura do evento pessoalmente, mas fará um pronunciamento em vídeo.
Presentes à abertura estarão o ministro do Trabalho e Emprego, Ricardo Berzoini, os
representantes no Brasil do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), do PNUD
(Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), Carlos Lopes, e da OIT
(Organização Internacional do Trabalho), Armand Ferreira, a diretora do DFID
(Departamento Internacional para o Desenvolvimento) do Governo Britânico, Miranda Munro,
o diretor do Centro Internacional da Pobreza do PNUD, Nanak Kakuani, e o representante da
Cida (Agência Canadense para o Desenvolvimento Internacional), Remy Beaulieu.
Na programação, um amplo panorama sobre o histórico das ações afirmativas e o papel
dos governos, movimentos sociais e da mídia no processo de divulgação e aceitação
dessas medidas. O principal enfoque das apresentações será a adoção de políticas
afirmativas no mundo do trabalho. Representantes de organizações governamentais e
não-governamentais e de agências internacionais expõem suas idéias para a inclusão de
grupos étnico-raciais discriminados, na América Latina, notadamente, negros e
indígenas.
Exemplos já adotados na Europa, nas Américas e na África e os seus impactos na
sociedade serão debatidos por especialistas no assunto, como William Darity, diretor do
Instituto de Pesquisa sobre Afro-Americanos da Universidade da Carolina do Norte (EUA) e
Leroy Logan, do Sindicato dos Policiais Negros de Londres (Inglaterra).
A realidade brasileira e os avanços no combate à desigualdade racial no País serão
apresentados por integrantes de órgãos do Governo Federal, como a Seppir (Secretaria
Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) da Presidência da República e
o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), e de organizações não-governamentais, como o
Ceert (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdade) e o Instituto Ethos de
Empresas e Responsabilidade Social. (Clique aqui para ver a programação completa.)
O seminário Promovendo a Igualdade Racial: um Diálogo sobre Políticas é uma
realização de parceria entre a Seppir, o BID, o DFID, a OIT e o Centro Internacional de
Pobreza do PNUD. Os interessados em participar podem se inscrever pelos telefones: (61)
2106-4600 ou 2106-4635.
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Seminário Promovendo a Igualdade Racial: um Diálogo sobre Políticas
Data: de 11 a 14 de abril
Horário: abertura no dia 11, às 14h. Dias 12, 13 e 14, das 9h às 16h30
Local: abertura no auditório Wladimir Murtinho, do Palácio
Itamaraty (Esplanada dos Ministérios, Bloco H, Brasília, DF). Dias 12, 13 e 14, no hotel
Lakeside (SHTN, Trecho 1, Lote 2. Lago do Paranoá, Brasília-DF) |
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Quilombos do Estado do Amapá entram na rota
do desenvolvimento econômico sustentável |
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Cultura - Quilombolas
do Amapá dançam o marabaixo, manifestação cultural típica das comunidades do Estado. |
Capacitar as lideranças quilombolas do
Amapá para a elaboração de projetos de desenvolvimento sustentável que proporcionem a
geração de trabalho e renda. Com esse objetivo, a Seppir (Secretaria Especial de
Políticas de Promoção da Igualdade Racial) da Presidência da República realiza duas
oficinas, entre os dias 9 e 16, em Macapá, capital do Estado.
Técnicos de diversas áreas (geologia, administração, economia, entre outras)
apresentarão a 45 líderes de organizações quilombolas amapaenses os caminhos para
planejar e organizar projetos que garantam o aprimoramento sócio-econômico das
comunidades, sem agredir, e até mesmo valorizando, seus costumes ancestrais.
A primeira oficina - Ordenamento da Potencialidade - acontece entre os dias 9 e
11. O objetivo é capacitar as lideranças quilombolas na identificação e
administração das potencialidades para melhoria da qualidade de vida das comunidades.
Entre os temas que serão abordados estão: conceitos como cooperativismo,
sustentabilidade e planejamento estratégico. Nessa primeira etapa, os quilombolas
elaborarão um plano mínimo de prioridades para suas comunidades, que incluirá um
histórico da situação e os principais desafios para colocar essas idéias em prática.
Entre os dias 13 e 15, é a vez da segunda oficina - Elaboração de Projeto.
Nessa etapa, as lideranças serão orientadas, em termos conceituais e práticos, na
elaboração de projetos sociais. Assim, a oficina abordará desde a metodologia de
formatação de projetos a noções de administração financeira (fluxo de caixa,
prestação de contas e captação de recursos).
Os projetos elaborados servirão ainda para centrar os trabalhos do Comitê do programa
Brasil Quilombola no Amapá nas principais necessidades detectadas pelas lideranças para
promover o desenvolvimento sustentável de suas comunidades. A meta da Subsecretaria de
Políticas para Comunidades Tradicionais da Seppir é de que, em um ano, todos os
impedimentos para a implantação de projetos, inviabilizados pela falta de
infra-estrutura e serviços nas comunidades sejam sanados.
O programa Brasil Quilombola é coordenado pela Seppir e envolve o trabalho de diversos
organismos do Governo Federal, como a Seap (Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca)
da Presidência da República, o Ministério da Saúde e o Incra (Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária). O comitê do programa no Amapá conta também com o
apoio de parceiros locais, como a Eletronorte (Centrais Elétricas do Norte do Brasil), a
Prefeitura Municipal de Macapá, o Governo do Estado do Amapá e a Unifap (Universidade
Federal do Amapá).
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Oficinas - Ordenamento da Potencialidade e Elaboração de Projeto
Data: de 9 a 15 de abril
Horário: das 8h30 às 17h
Local: Auditório do Centro de Formação e Desenvolvimento de
Recursos Humanos
(rua Amazonas, 20. Centro, Macapá-AP) |
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Tribos de todo Brasil seguem para Bertioga (SP)
para participar da 5a Festa Nacional do Índio |
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Mostra
- Durante a Festa Indígena, a Casa de Cultura de Bertioga apresenta obras do
artista Sandro Justo (autor da ilustração) e
da ceramista Ana Rica, na exposição Nhanemba'e (do tupi-guarani,
"coisas nossas"). |
Cerca de 650 índios de 13 etnias estarão presentes a partir da próxima quinta-feira
(14) na cidade de Bertioga (SP), para participar de um dos maiores eventos culturais
indígenas do Brasil, a 5ª Festa Nacional do Índio. A abertura oficial acontecerá na
sexta-feira (15), com desfile das delegações, show pirotécnico, homenagens e
apresentações culturais. A secretária especial de Políticas de Promoção da Igualdade
Racial, ministra Matilde Ribeiro, estará presente, juntamente com Marcos Terena, único
representante indígena da América Latina na ONU (Organização das Nações Unidas), e
outras autoridades. O evento é organizado pela Prefeitura Municipal de Bertioga, no
litoral norte de São Paulo.
Neste ano, segundo os organizadores, a festa tem novidades. A principal é a realização
do Fórum Social Indígena "Tradição, Globalização e Novas Perspectivas".
Vale lembrar que o evento ocorre num momento muito especial para a população indígena,
afinal, abril é o mês do índio (o dia 19 deste mês é dedicado a eles, em memória ao
1o Congresso Indianista Interamericano, realizado nessa data, em 1940, no
México).
A ministra Matilde Ribeiro diz que o evento possibilita a abertura de espaço para que
mais pessoas possam conhecer essa grande reunião de manifestações culturais do povo
indígena brasileiro. "O resgate dos povos indígenas passa necessariamente por um
maior conhecimento por parte da sociedade de seus costumes seculares", afirma a
ministra.
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Palco - Acima
arena montada em 2004, na praia da Enseada, em Bertioga. Neste ano uma nova arena
receberá 650 índios, de 13 etnias, para apresentações culturais, homenagens e diversos
eventos esportivos. |
A festa contará com a
participação de diversas tribos, como os Bororo (Mato Grosso), Karajá (Tocantins),
Xavante e Paresi (Mato Grosso), Kuikuro e Yawalapiti (Parque Nacional do Xingu) e ainda os
representantes da cultura guarani da Reserva Indígena do Rio Silveira, em Bertioga, que
todos os anos fazem a recepção aos participantes indígenas de outros Estados. Outra
novidade é presença de novas etnias. Entre elas, os Assurini (Pará), Awá-Guajá e
Kanela Ramkokamenkra (Maranhão), Ena Wene - Nawê e Nambikwara (Mato Grosso) e Pataxó
(que tem aldeias distribuídas em Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo). Todas as etnias
colocarão o público em contato com um mundo rico em tradições culturais.
O evento é aberto ao público e para participar é necessário levar um quilo de alimento
não-perecível (açúcar, óleo, feijão ou arroz), que será doado para as etnias.
A comunidade indígena tem assento permanente no CNPIR (Conselho Nacional de Promoção da
Igualdade Racial), órgão ligado à Seppir. Os indígenas terão também representação
durante a 1ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, que acontece em
Brasília entre os dias 30 de junho e 2 de julho.
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5ª Festa Nacional do Índio
Data: de 14 a 17 de abril
Horário: veja a programação completa abaixo
Local: Praia da Enseada
(av. Tomé de Souza, entroncamento com av. Vicente de Carvalho. Bertioga-SP) |
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POR DENTRO DA 5ª FESTA NACIONAL DO ÍNDIO |
14 de Abril
10h - Abertura da Feira de
Artesanato Indígena (Parque dos Tupiniquins)
Artesanato Indígena
Pinturas Corporais
Mostras Culinárias
Exposição de Fotos
Mostra de Filmes
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15 de Abril
9h - Fórum Social Indígena: "Tradição, Globalização e Novas
Perspectivas" (praia da Enseada, próximo à praça de Eventos, ao lado do
parque dos Tupiniquins)
20h30 - Abertura Oficial da 5ª Festa Nacional do Índio (arena da praia
da Enseada)
Desfile das delegações indígenas participantes
Hasteamento do Pavilhão Nacional
Saudações e discursos de autoridades presentes
Homenagem a um indigenista
Show pirotécnico
Apresentações culturais
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16 de abril
9h - Jogo de Futebol: Seleção Indígena x Seleção de Artistas
20h30 - Abertura da Arena
Desfile das delegações indígenas participantes
Apresentações culturais
Danças tradicionais indígenas
Arco e flecha
Lutas femininas (Yamarikumã)
Lutas masculinas (Huka Huka)
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17 de abril
18h - Abertura da Arena
Desfile das delegações indígenas
Apresentações culturais
Corrida de tora
Danças tradicionais indígenas
Arco e flecha
Lutas
Despedidas e agradecimentos
Queima de Fogos
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Público
leva Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, a prorrogar mostra do mestre Abdias até 1o de maio |
Não há como deixar de atender à
vontade do público. A pedidos, a mostra Abdias Nascimento - 90 anos: Memória Viva,
mais uma vez é estendida, agora até 1o de maio. A exposição está em cartaz
no Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro (RJ) desde novembro do ano passado e a audiência
não se cansa.
Toda a obra artística e intelectual do mestre Abdias está ali representada: são 850 m2,
com 54 pinturas, obras do Teatro Experimental do Negro, propostas de políticas públicas
e a atuação internacional dele e das organizações que criou.
Além disso, estão expostas as 146 obras (entre esculturas, pinturas, desenhos e
gravuras) do Museu de Arte Negra, idealizado por Abdias, mas que jamais conseguiu um
espaço físico definitivo para se instalar. Esta é a segunda vez em que o conjunto do
Museu de Arte Negra, formado por obras de artistas como Lívio Abramo, Manabu Mabe, Iberê
Camargo e Aldemir Martins, entre outros, é exposto por completo. Diversas obras foram
restauradas especialmente para a ocasião.
A mostra Abdias Nascimento - 90 anos: Memória Viva é uma realização do
Ipeafro (Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-brasileiros), da PUC-RJ (Pontifícia
Universidade Católica), do Arquivo Nacional e da Personas Produções, com patrocínio da
Petrobras e apoio da Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade
Racial) da Presidência da República.
A organização do evento convida educadores e entidades do movimento social para agendar
visitas guiadas para escolas e organizações comunitárias e do movimento negro.
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Abdias Nascimento - 90 anos: Memória Viva
Data: até dia 1o de maio
Horário: de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h. Sábados, domingos e
feriados, das 13 às 17h. Visitas guiadas: das 10h às 12h e das 14h30 às 16h
Local: Arquivo Nacional
(praça da República, 173 - Centro. Rio de Janeiro-RJ)
Entrada franca - Informações pelos telefones (21) 3806-6173 / 3852-7103 / 2509-2176 |
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Povo cigano começa mobilização para participação na 1a Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial |
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Perpetuação - Crianças
ciganas bricam em acampamento na cidade de Curitiba (PR). |
Sair da marginalidade e
conquistar a cidadania. Esse é o maior sonho da população cigana brasileira. Desde
quando chegaram ao País, são alvo de um brutal preconceito e discriminação. A maioria
dos brasileiros já ouviu, em algum momento da vida, principalmente na infância,
histórias relacionadas a roubo de crianças, galinhas, roupas do varal e toda sorte de
lendas possíveis. O imaginário nacional desconhece essa cultura milenar e os seus
principais fundamentos. Os problemas que atormentam o grupo hoje começam já na
dificuldade para conseguir o registro de nascimento. O documento é o primeiro passo para
o início da vida do cidadão brasileiro. Sem ele, não se consegue ter acesso a
praticamente nenhum dos serviços públicos. Soma-se a isso o agravante de não terem
endereço fixo, exigência pouco questionada.
Os ciganos são, na sua maioria, povos nômades, que tiveram origem há quatro mil anos,
na região do Punjab, ao noroeste da Índia, hoje o Paquistão. Chegaram ao Brasil em
1574, expulsos da Europa pelo Estado, em decisão que atendia à Igreja. Segundo relatos,
nesse período, Portugal e Espanha cortavam as orelhas dos ciganos e os jogavam às
galeras para serem deportados. Isso porque eram considerados um povo diabólico. No
Brasil, existem dois grandes grupos: os Calons (ciganos de origem ibérica, principalmente
espanhola) e os Rom (originários do leste europeu).
Desde 2003, com a criação do CNPIR (Conselho Nacional de Promoção da Igualdade
Racial), órgão que faz parte da estrutura da Seppir (Secretaria Especial de Políticas
de Promoção da Igualdade Racial) da Presidência da República, uma parcela da
comunidade cigana passou a acalentar o sonho de mudança desse quadro por meio de
políticas públicas que levem em consideração as suas particularidades.
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Vanguarda - Carismático,
Cláudio Domingos Iovanovitchi é o porta-voz dos povos ciganos no Conselho Nacional de
Promoção da Igualdade Racial. |
Cláudio Domingos
Iovanovitchi, 48, presidente da Apreci (Associação de Preservação da Cultura Cigana) e
representante do grupo no CNPIR é a ponta de lança dessa comunidade. Com uma história
diferente, ele não perde de vista os problemas que os atingem. Nascido na cidade de Ponta
Grossa (PR), sempre teve residência fixa. Isso porque sua mãe era muito conhecida na
arte de ler cartas.
Sua família mudou-se para Curitiba (PR) em 1979 e lá se fixou. Iovanovitchi estudou em
escola pública, onde por pouco não concluiu o antigo primeiro grau (hoje ensino
fundamental). Fez um curso de artes cênicas. Casou-se com Neiva Camargo, cigana e artista
de circo. Tem uma filha e uma neta, mas a família, segundo ele, é grande e chega a 300
pessoas.
Iovanovitchi afirma haver hoje no Brasil cerca de 600 mil ciganos. O dado, não oficial,
faz parte de uma tese acadêmica.
Com a proximidade da 1ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, que
acontece de 30 de junho a 2 de julho, em Brasília, a movimentação entre as lideranças
do grupo em todo o País já começou grande. Isso porque pela primeira vez na história
do Brasil os ciganos terão voz em uma arena que reunirá sociedade civil e governo em
torno de políticas públicas para a promoção da igualdade racial. Para organizar e
conhecer as propostas do grupo, a Seppir realiza, no dia 16 de maio, a Audiência Pública
Cigana, em Curitiba.
Iovanovitchi tem uma lista de reivindicações prontas. As principais são: registro de
nascimento e, em conseqüência, todos os documentos necessários para o exercício da
cidadania para os ciganos. Atualmente, a grande maioria não pode tirar carteira de
identidade, certidão de casamento, título eleitoral, carteira de motorista ou certidão
de óbito. Eles reivindicam ainda o direito de ir e vir sem serem importunados pela
polícia, isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a compra de
veículos e apoio governamental para a criação de centros para a recepção de ciganos
em cidades com mais de 200 mil habitantes.
Esses centros estariam prontos para recepcionar os povos nômades, com banheiros, caixa
postal, internet, luz e água. Assim, seria possível à comunidade cigana saber quais
cidades oferecerem infra-estrutura para recepcioná-los.
O carismático e agitado presidente da Apreci conversou com o Destaque Seppir e contou um pouco do cotidiano de sua gente. Clique aqui para ler a
matéria completa, com trechos da entrevista de Cláudio Iovanovitchi. |
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