destaque Seppir

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23 a 29 de abril de 2005 – nº 034 - Ano 1

Boletim informativo semanal da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
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Aspas



Vamos trabalhar e fazer os nossos filhos estudarem,
porque nós não tivemos oportunidade


Laudelina de Campos Mello (1904-1991)

                                                                                                       NESTA EDIÇÃO:


FALTAM

10

semanas para a

1ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial

(Regimento - Texto-base)

Acompanhe toda a programação e tire suas dúvidas pela Central de Informações e Apoio à 1ª Conferência Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

telefone
: 0800 642 15 25 
e-mail: conferencia@fubra.unb.br

Mundo invisível das empregadas domésticas é tema de encontro no Dia Nacional da categoria (Leia Mais)

Relação entre saúde e terreiros de candomblé e umbanda move encontro em Belém do Pará
(Leia Mais)

A África na Sala de Aula traz estudo sobre a história contemporânea do continente
(Leia Mais)

A DESIGUALDADE EM NÚMEROS -
A partir desta edição,
Destaque Seppir publicará indicadores da desigualde no Brasil
(Leia Mais)


Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial

Amazonas, Amapá e Roraima fazem conferências estaduais de promoção da igualdade racial (Leia Mais)


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Mundo invisível das empregadas domésticas é tema
de encontro no Dia Nacional da categoria - 27 de abril

Um exército formado por oito milhões de trabalhadores, sendo que 95% são mulheres e 82% mulheres negras. Todas elas sofrem com a precariedade na regulamentação do seu trabalho. Cerca de 300 mil têm carteira assinada. No árduo dia-a-dia são desconsideradas e tratadas de maneira pouco profissional. Muitas são vítimas ainda de violência sexual e racismo. Sofrem em silêncio. Esse pequeno quadro é uma amostra da situação invisível dos trabalhadores domésticos no Brasil. As reivindicações dessa categoria datam da década de 1930, lideradas por Laudelina de Campos Mello, a precursora da luta histórica pelos direitos dessa categoria, que em 1936 fundou a Associação de Empregadas Domésticas do Brasil. Na década de 1970, conquistaram, enfim, o direito de ter Carteira de Trabalho e Previdência Social assinada, um sonho. Mas ainda falta muito para que consigam ter os seus direitos e dignidade garantidos. O 27 de abril é o Dia Nacional das Empregadas Domésticas. Na data, em Brasília, acontece o seminário Trabalho Doméstico: Políticas Públicas e Promoção da Igualdade Racial. O evento tem o objetivo de aprofundar o debate sobre a proteção social, a qualificação, o combate à discriminação e o fortalecimento da representação sindical da categoria.

Participam da abertura a batalhadora presidenta da Fenatrad (Federação Nacional dos Trabalhadores Domésticos), Creuza Oliveira, o ministro do Trabalho e Emprego, Ricardo Berzoini, a secretária especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ministra Matilde Ribeiro, a secretária especial de Políticas para as Mulheres, ministra Nilcéia Freire e o diretor-geral no Brasil da OIT (Organização Internacional do Trabalho), Armand Pereira. O encontro é voltado para gestores (as) de políticas públicas, trabalhadores (as) domésticos, sindicalistas, parlamentares, auditores, entre outros.

"A questão central é discutirmos a realidade das trabalhadoras domésticas no Brasil e também apresentarmos os eixos das políticas públicas que estão sendo desenvolvidas para a inclusão efetiva do segmento", afirma a ministra Matilde Ribeiro. Para ela, a questão central está na invisibilidade dessas profissionais que representam 10% da PEA (População Econômica Ativa).

"Esse encontro é resultado de uma luta de muitos anos, de muitas companheiras, mesmo com todas as dificuldades enfrentadas para a organização da nossa categoria", afirma Creuza Oliveira, presidenta da Fenatrad. Ela diz que pela primeira vez na história do país a categoria consegue aliados importantes, como a OIT e o Governo Federal, na discussão de propostas para a melhoria das condições terríveis a que estão submetidas essas profissionais.

Para o subsecretário de Políticas de Ações Afirmativas da Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) da Presidência da República, João Carlos Nogueira, é a primeira vez na história do País que um extenso diagnóstico sobre o tema será apresentado.

"Diante dos vários indicadores que revelam os diversos problemas no setor é clara a necessidade de políticas públicas para o setor", analisa Nogueira.

"Pensar formas de intervenções para regulamentar o trabalho doméstico é um grande avanço no caminho de construção de um novo contrato social", afirma Cleusa Aparecida da Silva, coordenadora de Formação Política, Comunicação e Pesquisa da Casa Laudelina de Campos Mello, Organização de Mulheres Negras de Campinas. Para ela, esse processo permitirá debater inclusive a questão do racismo e do sexismo nessa área.

Mundo invisível
Estudo feito pelo Sindicato de Trabalhadores Domésticos da Bahia e OIT sobre as condições de vida das trabalhadoras domésticas, realizado em Salvador, em 2004, aponta que o emprego doméstico no Brasil é uma ocupação desempenhada, na maioria das vezes, por mulheres, afrodescendentes, com baixa renda e com poucos anos de escolaridade. A atuação nessa profissão é marcada por condições de trabalho bastante desfavoráveis, envolvendo esforço físico prolongado, longas jornadas, falta de descanso semanal, isolamento social, ambigüidade nas relações com patrões, baixa remuneração, pouca regulamentação ocupacional e grande rotatividade no emprego.

O estudo mostra, ainda, que essa profissão é objeto de discriminação social, evidenciada pela tradicional depreciação dirigida à "servidão" a que a ocupação remete, ou ao próprio racismo contra afrodescendentes, às atividades que lhe caracterizam e que são consideradas "sujas", ou ainda, "de mulheres". O resultado disso, em geral, é que os trabalhadores em atividades domésticas apresentam baixos níveis de satisfação com o seu trabalho, falta de identidade com a ocupação, frustração e baixa auto-estima.

O seminário é promovido pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), Seppir e OIT, com o apoio da Fenatrad.

Audiência pública
Na terça-feira (26) acontece, na Câmara dos Deputados, Audiência Pública comemorativa ao Dia Nacional dos Trabalhadores Domésticos. No evento, será lançada a Comissão Especial que irá levantar e avaliar todos os projetos relacionados ao tema.


DE OLHO NA PROGRAMAÇÃO

9h - Abertura

9h40 - Painel 1 - Trabalho Doméstico: o que dizem, hoje, as estatísticas.
Expositor: Dieese (Departamento Intersindical de Estudos, Estatísticas de Emprego)
Comentaristas: OIT, Observatório do Mercado de Trabalho do MTE, Fenatrad e Articulação de Mulheres Negras

11h15 - Intervalo

11h30 - Painel 2 - Trabalho Doméstico na perspectiva das categorias trabalho, gênero e raça
Expositor: OIT /GRPE (Programa de Fortalecimento Institucional para Igualdade de Gênero e Raça, Erradicação da Pobreza e Geração de Emprego)
Debates: MTE, Seppir, SPM e Redor (Rede Feminista Norte/Nordeste de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher e Relação de Gênero).

13h - Almoço

14h30 - Painel 3 - A Proteção Social da Trabalhadora Doméstica e a Reforma Trabalhista
Expositor: Fenatrad
Debate: MTE , Ministério Público do Trabalho, Frente Parlamentar em Defesa da Igualdade Racial, Cfemea (Centro Feminista de Estudos e Assessoria)

15h45 - Intervalo

16h - Painel 4 - Plano Setorial de Qualificação das Trabalhadoras (es) Domésticas (os): uma proposta participativa de políticas públicas integradas
Expositor: MTE
Debate: Seppir, Fenatrad, OIT e Inspir (Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial)

18h - Coquetel de encerramento em homenagem ao Dia das Trabalhadoras Domésticas
 
   
Seminário Trabalho Doméstico: Políticas Públicas e Promoção da Igualdade Racial

Data: 27 de abril
Horário: das 9h às 18h
Local: auditório Minas Gerais do hotel Kubitschek Plaza
(SHN, Quadra 2, Bloco E, Brasília, DF)
 
   
Audiência Pública comemorativa do Dia Nacional da Empregada Doméstica

Data: 26 de abril
Horário: 10h
Local: Câmara dos Deputados
(plenário 9, anexo 2, Brasília, DF)

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Relação entre saúde e terreiros de candomblé e
umbanda é tema de encontro em Belém do Pará


Seminário Nacional Religiões Afro-brasileiras e Saúde


Para ampliar o diálogo e conscientizar os religiosos da importância dos terreiros na promoção da saúde, principalmente da população negra, cerca de 80 pais e mães de santo de todo Brasil se encontram no 4o Seminário Nacional Religiões Afro-brasileiras e Saúde. O evento acontece entre quinta-feira (28) e sábado (30), em Belém (PA).

Atualmente, a busca de alternativas para a solução de problemas de saúde é um dos principais fatores declarados pela maioria das pessoas que procuram casas religiosas de matriz africana.

De acordo com um levantamento do projeto Ató Irê - Religiões Afro-brasileiras e Saúde, do Centro de Cultura Negra do Maranhão, quase 80% das pessoas procuram um terreiro para tratar especificamente de problemas de saúde. Uma minoria põe os pés nas casas religiosas para resolver questões amorosas, financeiras ou por tradição familiar.

"Os espaços religiosos de matriz africana agregam a comunidade ao seu redor, que busca acolhimento, assistência e orientação. É importante informar os responsáveis por esses espaços para que atuem como agentes de saúde em potencial, orientando-os como educadores para promover a melhoria da saúde da população negra", afirma Maria Inês da Silva Barbosa, diretora de programas da Subsecretaria de Políticas de Ações Afirmativas da Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) da Presidência da República, que participa do seminário no painel As Políticas Públicas de Saúde para a População Negra e para as Comunidades de Terreiro: Perspectivas e Desafios, no sábado (30), às 10h30.

Segundo a diretora, já existem casos concretos de formação de religiosos como agentes de saúde, e essa experiência deve ser expandida. Para ela, a aproximação de gestores públicos junto a esses espaços de convívio religioso é importante também para orientação quanto às práticas de cura tradicionais que eles preservam.

Além de Barbosa, o painel terá como expositores Luiz Antônio Nolasco, subsecretário-adjunto de Planejamento e Orçamento do Ministério da Saúde, e Fernanda Lopes, coordenadora do Programa de Combate ao Racismo Institucional do DFID (Departamento para o Desenvolvimento Internacional) do Governo Britânico. Os três fazem parte do Comitê Técnico de Saúde da População Negra, órgão ligado ao Ministério da Saúde que atua com a inclusão da questão racial nas políticas de saúde do Governo Federal. A coordenação do painel ficará por conta do secretário municipal de Saúde de Nova Iguaçu (RJ), Valcler Rangel Fernandes.

"É interessante notar que, em muitos casos, a pessoa vai a um terreiro quando desacreditada pelos médicos. Nos terreiros, o procedimento terapêutico é diferenciado, acolhedor", afirma José Marmo da Silva, coordenador do projeto Ató-Irê e secretário-executivo da Rede Nacional de Religiões Afro-brasileiras e Saúde, que reúne casas religiosas, organizações governamentais e não-governamentais, pesquisadores e profissionais de saúde dedicados ao assunto. Segundo ele, as pessoas passam a enxergar seu problema não só como de fígado ou de rim, mas como um todo.

"A cura num terreiro está ligada ao equilíbrio do ser humano com a natureza, com o prazer de viver", analisa Marmo.

Cultura
Segundo a tradição das religiões de matriz africana, a saúde é prioridade, pois cuidar do corpo é conservar o meio pelo qual as divindades entram em contato com os homens. Mais do que esse significado estritamente religioso, as comunidades de terreiro brasileiras se tornaram núcleos de promoção da saúde, já que são referências para a população que costuma freqüentá-los.

Outro foco importante do seminário será a saúde sexual e reprodutiva e suas relações com a religiosidade afro-brasileira. O tema entra em debate na sexta-feira (29), a partir das 14h, nas oficinas Gênero, sexualidade e saúde reprodutiva na tradição religiosa afro-brasileira, Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids nos terreiros e Direitos Sexuais e Reprodutivos: as relações com deuses e deusas. Confira a programação completa no site do evento.

O seminário é uma realização da Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde e do Centro de Cultura Negra do Maranhão, com apoio da Seppir, do Ministério da Saúde, do DFID e da Fundação Ford.

   
4o Seminário Nacional Religiões Afro-brasileiras e Saúde

Data: de 28 a 30 de abril
Horário: abertura no dia 28, às 16h; dias 29 e 30, das 8h30 às 19h
Local: Beira Rio Hotel
(avenida Bernardo Sayão, 4804, Guamá, Belém, PA)

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A África na Sala de Aula traz estudo da história contemporânea do continente
A África na Sala de Aula
     Tripé - Para a autora, a história da África contemporânea  é marcada pelo racismo, colonialismo e lutas por independência.


Dez anos de trabalho em conjunto com os países africanos de língua portuguesa para formação de educadores, somados ao ensino de História da África em universidades paulistas desde 1977, serviram de base para a cientista social Leila Leite Hernandez compor um estudo sobre o continente: A África na Sala de Aula - Visita à História Contemporânea. O livro será lançado nesta quarta-feira (27), na livraria Cultura, em São Paulo (SP).

A África na Sala de Aula traça um panorama sobre a história contemporânea do continente. A autora percorre, em 680 páginas, regiões e países - literalmente todo o continente -, apontando a complexidade dos laços culturais, econômicos e étnicos que definem as relações internas e externas da África, amparada num vasto estudo histórico, cultural e geográfico (ela é autora de parte dos mais de 100 mapas que ilustram o livro).

Para Hernandez, a história da África contemporânea gira em torno de três pontos cruciais: racismo, colonialismo e lutas por independência. Uma de suas preocupações é a de desmistificar a idéia de duas "Áfricas", separadas entre si pelo deserto do Saara. Outra é a de salientar como o racismo se entrecruza ao etnocentrismo (visão de superioridade de um povo sobre outro) europeu em diversos períodos da história recente.

Segundo a autora, que atualmente leciona História da África nos cursos de graduação e pós-graduação do Departamento de História da USP (Universidade de São Paulo), o livro, baseado na sua experiência em sala de aula, surge também como uma contribuição para a implementação da Lei 10.639, que inclui história e cultura da África e dos afrodescendentes na grade curricular dos estabelecimentos de ensinos fundamental e médio de todo País.

"A sala de aula para que Leila está conduzindo a África não é um lugar fechado, mas uma proposta de uma relação nova com algo que se pensava, de antemão, já conhecer", assinala um dos escritores de língua portuguesa mais importantes da atualidade, o moçambicano Mia Couto, no prefácio do livro.

Apesar de notar a falta de conhecimento de seus alunos sobre história africana, a professora acredita que, a julgar pela concorrência por vagas em suas aulas na USP, formam-se cada vez mais profissionais interessados pelo tema. Isso pode contribuir para preencher uma lacuna que existe na produção e difusão de conhecimento sobre o assunto - na própria USP, uma das mais importantes universidades do País, por exemplo, Hernandez é a única professora de História da África Contemporânea.

"Nunca tive uma sala de aula com menos de 90 alunos. Já cheguei a dar aulas no auditório da faculdade para uma classe com aproximadamente 130 alunos. E não são só alunos de História, mas de outros cursos, como Geografia, Letras, Direito, Relações Internacionais e estudantes da ECA (Escola de Comunicação e Artes)", afirma a professora.

   
Lançamento do livro A África na Sala de Aula - Visita à História Contemporânea

Data: 27 de abril
Horário: 18h30
Local:  Livraria Cultura - Conjunto Nacional
(avenida Paulista, 2.073, loja 153, Cerqueira César, São Paulo, SP)

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Amazonas, Amapá e Roraima realizam conferências de promoção da igualdade racial na próxima semana
por Osmar Camelo

Chegou a vez da região amazônica entrar no debate preparatório da 1a Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial. Amapá, Roraima e Amazonas realizam esta semana suas conferências estaduais para levantamento de propostas e eleição de delegados. Além do papel decisivo do Movimento Negro, atuante em todos os processos de conferências estaduais, o caldo da discussão na região terá um outro ingrediente importante: a questão indígena e dos seus descendentes, os caboclos, maior parte da população local. A secretária especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ministra Matilde Ribeiro, participará dos três encontros.

Segundo Jorge Carneiro, coordenador-executivo da 1a Conferência de Promoção da Igualdade Racial, a grande contribuição que essas regiões oferecem ao debate nacional diz respeito às questões indígenas.

"O peso da população indígena nos Estados do norte do Brasil vai possibilitar às conferências estaduais um levantamento importante de suas reivindicações para um projeto nacional de igualdade racial", afirma Carneiro.

Amapá
O primeiro Estado a abrir a roda de debates é o Amapá, que realiza sua Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial entre segunda (25) e terça-feira (26).

Os 189 delegados da conferência amapaense assistirão também a palestras de dois integrantes do CNPIR (Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial), que fazem parte órgão pelo reconhecimento de notório saber em relações raciais. A cantora e compositora Leci Brandão fará uma exposição com o tema "Proposição de Diretrizes para a Construção de Políticas Estaduais de Igualdade Racial e Étnica". Já o poeta e estudioso da cultura negra Oliveira Silveira, falará ao público na palestra "Educação: Caminho para a Desmistificação dos Mecanismos de Discriminação do Racismo e das Desigualdades Raciais".

Durante o encontro, estarão presentes ainda representantes do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e da SPM (Secretaria Especial de Políticas para Mulheres) da Presidência da República. O último dia de conferência será aberto com um ritual de boas vindas inspirado nas religiões africanas e indígenas.

Amazonas
A abertura da Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial em Amazonas será realizada na quarta-feira (27). A ministra Matilde Ribeiro apresenta, às 18h30, a conferência magna "Desigualdades etnorraciais: as vias de reprodução das discriminações sócio-históricas no âmbito da sociedade brasileira", acompanhada por representantes das comunidades de judeus, árabes, asiáticos, indígenas, afrodescendentes, mestiços e ciganos.

A programação completa inclui uma série de painéis com enfoque nas questões de gênero, cultura, religião, raça e etnia, e na construção de políticas públicas em parceria com a sociedade e os movimentos organizados. Os debatedores são membros dos três poderes estaduais e do Governo Federal e representantes de entidades civis.

Roraima
Roraima, que realiza sua Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial entre quinta-feira (28) e sábado (30), vai reunir 400 pessoas para o evento, sendo 150 delegados e os demais convidados especiais.

Segundo Ana Alice Monteiro dos Santos, coordenadora da Conferência e diretora da Secretaria do Estado de Justiça e Cidadania, o foco do debate deve ser principalmente a homologação de terras indígenas. Santos afirma que 75% do território de Roraima é habitado por indígenas e cerca de 65% da população do Estado é composta por índios.

A sexta-feira (29) será dedicada a eventos temáticos sobre educação, saúde e geração de renda. No sábado (30), será feita a escolha dos delegados que representarão o Estado na Conferência Nacional.

 
Conferências Estaduais de Promoção da Igualdade Racial

   
Amapá

Data: de 25 a 26 de abril
Horário: abertura dia 25, às 19h. Dia 26, a partir das 7h30
Local: Centro de Referência para o Desenvolvimento Sustentável
(rua Presidente Vargas, s/no, Centro, Macapá, AP)
   
Amazonas

Data: de 27 a 29 de abril
Horário: abertura dia 27, às 14h. Dia 28 e 29, das 8h30 às 18h
Local:  auditório da Reitoria da Universidade do Estado do Amazonas
(avenida Djalma Batista, 3.578, Flores, Manaus, AM)
   
Roraima

Data: de 28 a 30 de abril
Horário: abertura dia 28, às 16h. Dias 29 e 30, das 8h às 12h e das 14h às 19h
Local: Forródromo do Parque Anauá
(avenida Eduardo Ribeiro, s/no, Centro, Boa Vista, RR)

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A DESIGUALDADE EM NÚMEROS

Desemprego é maior entre os negros
Taxa de desemprego em 5 regiões metropolitanas e DF, em (%)

Região

negros*

não-negros

Salvador
São Paulo
Distrito Federal
Porto Alegre
Recife
Belo Horizonte

28,9
24
23,9
23,3
22,9
20,7

20
16,9
17,8
15,1
19,1
16,2

(*) negros (pretos e pardos); não-negros (brancos e amarelos/orientais)
Fonte: Dieese/Seade, MTE

Mortalidade materna entre negras é maior

Três vezes mais mulheres negras morrem na idade reprodutiva por complicações na gravidez, parto e puerpério (pós-parto) na comparação com as mulheres brancas.
Fonte: Manual de assistência à saúde da mulher negra

Analfabetismo persiste

A taxa de analfabetismo para pessoas de 15 anos ou mais de idade é duas vezes mais elevada para os afrodescendentes (18%) do que para os brancos (8%)
Fonte: IBGE

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Assessoria de Comunicação Social da Seppir
Jornalista Responsável: Cláudio Eugênio
Editoração Eletrônica: Osmar Camelo
Telefone: (55 61) 411-4977
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial


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