Boletim informativo semanal da
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
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Eu tô pra ver sim, que não é brincadeira
Que tem guerreiro, guerreira
Mais tem que saber que
Hip Hop não é feira
Que bate no peito, que corre na veia
De responsabilidade de verdade
Correr pelo certo e não trair a nossa fé
E ter humildade, em ambas as partes
Para qualquer eventualidade
Pra estar a vontade
Pro que der e vier.
Guerreiro Guerreira (Hélião) |
NESTA EDIÇÃO:
FALTAM
3
semanas para a
1ª Conferência Nacional
de Promoção da
Igualdade Racial
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(Regimento - Texto-base)
Acompanhe toda a programação e tire suas dúvidas pela Central de Informações e Apoio
à 1ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial
telefone: 0800 642 15 25
e-mail:
conferencia@fubra.unb.br
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Caldeirão da diversidade Nacional, SP realiza
Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Leia
Mais)
Audiência Cigana reúne 40 lideranças em Brasília (Leia Mais)
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Programa Brasil
Quilombola chega à Bahia no 1o Encontro
de Comunidades Quilombolas do Estado (Leia Mais)
Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, 12 de junho, mira exploração de crianças no
setor de mineração (Leia Mais)
Lei 10.639 expande-se em direção ao Tocantins (Leia Mais)
Mostra revela proximidade artística de Brasil e Haiti (Leia
Mais)
A DESIGUALDADE EM NÚMEROS - (Leia Mais) |

Programa Brasil Quilombola chega à Bahia no 1º Encontro de Comunidades Quilombolas
do Estado
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Expressão - Samba
de roda na comunidade remanescente de quilombo Caonge, no Recôncavo Baiano. Foto:
Kléber Araújo |
A cidade de Salvador (BA) foi escolhida para o 1º Encontro de Comunidades Quilombolas da
Bahia. O evento que acontece nos dias 14 e 15 de junho e reunirá cerca de 250 comunidades
remanescentes de quilombos de todo o Estado e terá a participação da secretária
especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ministra Matilde Ribeiro. O
principal objetivo é apresentar para o grupo as principais ações que estão sendo
desenvolvidas para a melhoria das condições de vida e de organização dessas
comunidades, promovendo o acesso ao conjunto de bens e serviços sociais necessários ao
seu desenvolvimento, adotando os princípios da sustentabilidade e do desenvolvimento. O
Governo do Estado da Bahia e os municípios integram o comitê gestor. O encontro é
resultado de parceria entre a Seppir e a Secomp (Secretaria Estadual de Combate à
Pobreza).
Durante o encontro será lançado, no Estado, o programa Brasil Quilombola, que coloca em
prática o Decreto 4.887, assinado em 20 de novembro de 2003, e que regulamentou o
procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e
titulação das terras habitadas por remanescentes dos quilombos. Esse direito foi
estabelecido na Constituição Federal de 1988. Os Estados com maiores áreas de
regularização são Bahia, Maranhão, Pará e Minas Gerais.
"A participação dos Estados e municípios no planejamento e execução do Brasil
Quilombola é fundamental. Se não houver a participação desses agentes a ação fica
comprometida", afirma Carlos Eduardo Trindade, subsecretário de Políticas de
Ações Afirmativas da Seppir. Segundo ele, a Secretaria está estimulando a criação de
Comitês Gestores pelos Estados com a participação dos organismos federais que têm
representação local. "Isso tudo com o acompanhamento da Seppir", explica
Trindade.
Durante a cerimônia, serão assinados convênio e acordos nas áreas de emprego voltado
para a juventude quilombola, habitação e complementação de renda.
O Brasil Quilombola envolve 21 organismos do Governo Federal que atuam dentro do conceito
de transversalidade. Os principais resultados obtidos pelo atual governo nesta área são:
apoio na implantação de projeto na produção e uso do biodiesel, a partir do óleo da
mamona, em 17 comunidades do Estado do Piauí (Seppir, Ministério da Ciência e
Tecnologia e Ministério do Meio Ambiente); distribuição de obras estruturantes para 150
comunidades do Programa Fome Zero (Fundação Cultural Palmares); instalação do processo
cooperativista para produção de óleo vegetal, na comunidade Kalunga, em Goiás (Seppir
e Ministério da Ciência e Tecnologia); implantação de cooperativa de agroindústria,
com 150 mulheres quilombolas, na comunidade Kalunga (Secretaria Especial de Políticas
para as Mulheres); implantação de projetos de desenvolvimento sustentável em dez
comunidades (Petrobras e Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome);
capacitação e ações de desenvolvimento sustentável, por meio do Pronaf (Programa
Nacional de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário).
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Lançamento programa Brasil Quilombola na Bahia
Data: 14 e 15 de junho
Horário: das 9h às 18h
Local: Clube Recreativo Campomar,
avenida Otávio Mangabeira, Piatã, Orla Marítima de Salvador, BA
Aberto ao público |
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Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, 12 de junho,
mira exploração de crianças no setor de mineração
por Osmar Camelo |
O ano é 1921. Manoel Bandeira denuncia, com sua poesia: "os meninos carvoeiros
passam a caminho da cidade e vão tocando os animais com um relho enorme. Só mesmo estas
crianças raquíticas vão bem com estes burrinhos descadeirados". De volta a 2005,
não existe poesia nenhuma na realidade das crianças exploradas nos trabalhos em
mineração. Esses meninos e meninas foram eleitos pela OIT (Organização Internacional
do Trabalho) como tema da mobilização pelo Dia Internacional contra o Trabalho Infantil,
12 de junho. As atividades são coordenadas pelo MDS (Ministério do Desenvolvimento
Social e Combate à Fome) e pela OIT, com a participação da Conaeti (Comissão Nacional
de Erradicação do Trabalho Infantil), na qual a Seppir (Secretaria Especial de
Políticas de Promoção da Igualdade Racial) da Presidência da República tem
representação. Veja detalhes da mobilização no site do MDS.
No ano passado, a Conaeti lançou o Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do
Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalhador Adolescente, com ações a serem
desenvolvidas pelo governo e sociedade civil. A Seppir propôs e é responsável, nas
diretrizes do plano, pela realização de encontros de técnicos e lideranças sociais
para definir estratégias e ações dirigidas a crianças e adolescentes afrodescendentes,
além de se comprometer com a inclusão educacional de crianças e jovens trabalhadores
quilombolas.
Segundo dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2003, do IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil tem 2,7 milhões de crianças
e adolescentes (na faixa dos cinco a 15 anos) explorados em trabalho infantil. A
legislação brasileira proíbe o trabalho de menores de 16 anos.
O 12 de junho foi escolhido Dia Mundial contra o Trabalho Infantil pela OIT em 2002,
marcando o lançamento, naquele ano, do relatório sobre Trabalho Infantil da Conferência
da organização, realizada em Genebra. Em 2003, o tema da data foi "exploração
sexual". Em 2004, "combate ao trabalho doméstico infantil". Segundo dados
do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, 93% dos
trabalhadores domésticos infantis são meninas negras, com jornadas de trabalho
excessivas, sem horário flexível, o que leva, em conseqüência, a uma menor
escolaridade dessas garotas.
A escolha da mineração como tema da data em 2005 levou em consideração ser essa uma
das piores formas de trabalho infantil. Entre as conseqüências mais perversas para as
crianças que trabalham com mineração estão doenças bronco-pulmonares, câncer,
mutilação, asfixia, perda da audição, hipertensão arterial, entre outros males. |
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Lei 10.639 expande-se em direção ao Tocantins |
Tocantins criará um Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico-racial. O
fórum será um canal para intercâmbio de experiências sobre o tema, com foco na
implementação da Lei 10.639, que institui na grade curricular das escolas de ensino
fundamental e médio de todo o País a disciplina de História e Cultura da África e dos
Afrodescendentes. Para marcar o lançamento acontece, entre segunda (13) e quarta-feira
(15), uma extensa programação de debates com especialistas no assunto. A atividade é
coordenada pela Secad (Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade)
do MEC (Ministério da Educação) e da Secretaria de Estado da Educação de Tocantins.
O subsecretário de Políticas de Ações Afirmativas da Seppir (Secretaria Especial de
Políticas de Promoção da Igualdade Racial) da Presidência da República, João Carlos
Nogueira, fala no encontro na terça-feira (12), na mesa "Políticas de Ação
Afirmativa no Contexto da Educação e Diversidade Étnico-Racial".
"A criação dos fóruns é vital para a ampliação em âmbito local das políticas
educacionais inclusivas formuladas pela Seppir e por parceiros governamentais, como a
Secad", afirma Nogueira.
Na segunda-feira (13), abertura do evento, Nelson Inocêncio, professor da UnB
(Universidade de Brasília) e membro do CNPIR (Conselho Nacional de Promoção da
Igualdade Racial), faz palestra sobre "A Importância e a Atualidade do Ensino da
História Africana para Compreensão da Realidade Brasileira".
Segundo Inocêncio, o encaminhamento de novos currículos, principalmente nas
universidades, é uma premissa para uma nova compreensão do Brasil e dos diversos povos
que compõem a sociedade do País.
"É preciso criar currículos multiculturais, com a incorporação da história do
negro no Brasil e da África para um entendimento abrangente. O conhecimento é um
fenômeno da humanidade, não pertence a nenhum grupo étnico-racial", afirma.
Segundo dados da Secad, Tocantins é o 11º Estado brasileiro a implantar um fórum
permanente com esse caráter. Os já existentes são do Amapá, Distrito Federal, Goiás,
Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Piauí, Santa Catarina e São Paulo.
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Fórum de Educação e Diversidade Étnico-racial do Tocantins
Data: de 13 a 15 de junho
Horário: abertura, dia 13, a partir das 16h. Nos dias 14 e 15, das 8h
às 17h
Local: abertura no auditório da
OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), 201 Norte, Conjunto 3, Lote 1 e 2, Centro, Palmas,
TO. Dias 14 e 15 no Centro de Ensino Médio, avenida LO 4, s/no, AENE, Palmas, TO |
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Mostra revela proximidade artística de Brasil e Haiti |

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Mulher Nua - Obra
que integra a mostra no CCBB, de autoria de Hector Hyppolite (1894-1948), ícone da arte
haitiana, com fortes laços com o vodu, maior expressão religiosa do país, com matriz
africana. |
Ingênua, mas nem tanto, a arte naïf de brasileiros e haitianos ganha ampla exposição
no CCBB (Centro Cultura Banco do Brasil) de Brasília. Encontros e Reencontros na Arte
Naïf: Brasil-Haiti reúne 60 obras de haitianos e 46 de brasileiros, que mostram
como esse países mantêm uma identidade em comum, apesar do pouco conhecimento da cultura
entre ambos. A mostra, promovida pelo CCBB, pelo MRE (Ministério das Relações
Exteriores) e pela Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti),
será aberta ao público na terça-feira (14), e fica em cartaz até 3 de julho, quando
segue para São Paulo e Rio de Janeiro.
O colorido, os motivos populares e a libertação das correntes acadêmicas são o
diferencial e a sedução da arte naïf (do francês, ingênuo). Segundo a curadora da
mostra, Jacqueline Finkelstein, também diretora do Mian (Museu Internacional de Arte
Naïf), do Rio de Janeiro, a liberdade é uma constante na expressão desses artistas e,
embora haitianos e brasileiros não tenham intercâmbio sobre suas produções, as
semelhanças não são mera coincidência.
"Nossos povos têm a arte na veia. A pintura desses artistas surge como uma
necessidade de expressão", afirma Finkelstein. Para ela, um dos pontos em que essas
produções se cruzam é a herança de um passado escravista e colonial.

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Cotidiano - Gira
de Exu, de 1990, pintura do artista brasileiro J. Altair, que mostra com riqueza de cores
a identidade religiosa afro-brasileira. |
"O retrato do cotidiano, de festas
folclóricas e da religião são temas comuns nessas obras, repletas de emoção",
analisa.
Essa "ingenuidade" artística, contudo, não esconde a força popular, que os
naïves imbuem em seu trabalho, como componente de afirmação e identidade. No caso do
Haiti, por exemplo, o surgimento da arte naïf remonta ao início da colonização
espanhola no país, cujas atrocidades contra os povos indígenas aruaques foram retratadas
por pintores primitivos.
Na abertura da mostra para convidados, neste domingo (12), integrantes do movimento hip
hop brasileiro se encontram com artistas haitianos, numa aproximação promovida pela
Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) da
Presidência da República.
"O encontro tem como intuito sensibilizar as juventudes brasileiras de que o Brasil
tem um comprometimento e solidariedade com o povo haitiano, e que a missão de paz da ONU
(Organização das Nações Unidas), liderada pelo Brasil, não se trata de uma iniciativa
unilateral, mas de uma cooperação entre os países", afirma Eloá Kátia Coelho, da
subsecretaria de Planejamento e Formulação de Políticas da Seppir.
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Encontros e Reencontros na Arte Naïf: Brasil-Haiti
Data: de 14 de junho a 3 de julho
Horário: de terça a domingo, das 10h às 21h
Local: Centro Cultural Banco do
Brasil, Brasília, SCES, trecho 2, conjunto 22
Informações: 310-7087
Entrada franca |
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Caldeirão da diversidade nacional, SP faz Conferência Estadual de
Promoção da Igualdade Racial esta semana
por Isabel Clavelin |
O Estado caldeirão da diversidade nacional, São Paulo, abre na próxima sexta-feira (17)
a sua 1ª Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial. O encontro acontece no
Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo do Estado, localizado no hermético bairro do
Morumbi, zona sul da cidade. A abertura, marcada para as 14h, terá a presença da
secretária especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ministra Matilde
Ribeiro, e de autoridades políticas. Após a solenidade, a ministra e o secretário
estadual de Justiça e Defesa da Cidadania, Hédio Silva Junior, apresentam o painel
"Estado e Sociedade Promovendo a Igualdade Racial" para um público estimado de
1.000 pessoas.
Na fase preparatória, foram realizadas oito conferências municipais e sete regionais, na
Central Araraquara, Baixada Santista, Grande ABC, Osasco e Região, Campinas e Guarulhos e
Região. O processo elegeu 1.000 delegados, sendo 112 do Governo do Estado, 288 indicados
pelos governos municipais e 600 da sociedade civil. O Estado de São Paulo tem asseguradas
102 vagas para a Conferência Nacional, que acontece de 30 de junho a 2 de julho, em
Brasília.
"Para todos nós é um exercício, porque estávamos acostumados a discutir nos
nossos próprios nichos políticos", afirma Sônia Regina de Paula Leite, do Fórum
Estadual de Mulheres Negras de São Paulo. Segundo ela, as mulheres negras representam a
segunda maior delegação paulistana em número de um total de 166 eleitos na conferência
municipal. "O maior aprendizado da conferência é o debate com outras etnias. Embora
a delegação negra seja maior, temos que abrir espaço e conversar com outros
grupos", avalia ela.
"Acredito que com a realização das conferências regionais, São Paulo dá um passo
importante na construção de um diálogo entre todas as etnias que ajudaram a construir o
Estado", afirma Roberto Almeida Oliveira, do governo estadual. Ele destaca, o
envolvimento de negros, indígenas, ciganos, árabes-palestinos, judeus, muçulmanos,
orientais e latino-americanos no debate pela promoção da igualdade racial.
"Pensamos que a partir desse diálogo possamos conseguir um processo de superação
das desigualdades raciais", considera.
Esse será um dos pontos evidenciados no painel "Comunidades e Imigrantes" com
participação de negros, indígenas, ciganos, judeus e árabes-palestinos, programado
para o dia 18, às 10h.
O calor das discussões deve ficar reservado para a tarde de sábado, 18, nos trabalhos em
grupos divididos em temas: saúde e promoção da eqüidade; educação e relações
étnico-raciais; intolerância religiosa, direitos humanos, segurança e justiça;
trabalho e geração de renda; cultura, desenvolvimento e esporte; política habitacional
e direito à terra; e juventude e questão racial.
"A mobilização em torno da temática central possibilitou a aproximação do
movimento negro com idosos, pessoas em situação de rua, gays, lésbicas, bissexuais,
travestis e transgêneros (GLBTT)", afirma Flávio Jorge Rodrigues da Silva
integrante do CNPIR (Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial). Segundo ele, o
processo é rico porque houve avanço na compreensão do racismo no Estado de São Paulo e
no Brasil. "Tivemos contato com segmentos e grupos que até então não tínhamos.
Estamos fazendo uma discussão prévia sobre o Plano Estadual de Promoção da Igualdade
Racial e não somente para a tiragem de delegados, que no caso do movimento negro se
refere à eleição de 55 representantes", explica.
Roraima
O ciclo de conferências estaduais, que mobilizou todos os Estados e grande parte dos
municípios brasileiros, se encerra nos dias 23 e 24 com a realização da 1ª
Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial de Roraima.
A data resulta do cancelamento do processo que havia mobilizado 600 pessoas, provenientes
dos 15 municípios roraimenses, em razão dos conflitos na recém-criada reserva indígena
Raposa Serra do Sol.
"Após a demarcação das terras indígenas houve conflitos entre índios e
fazendeiros. Havia muita divisão no meio político local. Isso fez com que fossem gerados
impasses para a conferência. O conflito foi deflagrado na véspera da conferência. O
cancelamento se deu em razão da tensão local e evidente fuga do tema e o objetivo da
conferência. Hoje temos um desenho seguro e um mapeamento que garantem a realização de
uma boa discussão", avalia a gestora Ana Alice Monteiro dos Santos.
A abertura do encontro terá a presença da ministra Matilde Ribeiro no dia 23, quando
será assinado o termo de adesão ao Plano Estadual de Promoção da Igualdade Racial pelo
governador do Estado, Otomar Pinto.
Estruturada num processo especial, a conferência de Roraima está mobilizando negros,
índios e árabe-palestinos. Conforme a Comissão Organizadora, há predominância de
indígenas em razão de os movimentos estarem numa fase preliminar de organização. São
esperadas 300 pessoas durante os dias de conferência, das quais 20 serão eleitas para
compor a delegação do Roraima.
Por dentro das conferências
estaduais
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São Paulo
Data: 17 e 18 de junho
Horário: abertura às 14h
Local: Palácio dos Bandeirantes,
avenida Morumbi nº 4.500, Morumbi, São Paulo, SP
Informações: (11) 3291-2625 |
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Roraima
Data: 23 e 24 de junho
Local: Palácio da Cultura,
praça Centro Cívico s/nº, Boa Vista, RR
Informações: (95) 224-1419 |
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Audiência Cigana reúne 40 lideranças em Brasíliapor Isabel Clavelin |
Brasília ganha um colorido diferente nesta semana. Ciganos de diversas partes do Brasil
chegam a capital federal para a Audiência Cigana, que acontece na próxima terça-feira
(14) e fornecerá subsídios para a participação do grupo na 1ª Conferência Nacional
de Promoção da Igualdade Racial. São ciganos dos grupos Roms e Kalon. É a primeira vez
na história do país que o grupo é chamado oficialmente para apresentar suas principais
reivindicações para a inclusão social.
Diferente dos demais grupos étnico-raciais, os ciganos enfrentam dificuldades de acesso
às políticas públicas em função do nomadismo e da ausência de
domicílio-referência. Entre as principais demandas da comunidade cigana estão:
educação, saúde, geração de trabalho e renda, conhecimento sobre a cultura com
produção de materiais multimídia e emissão de documentos.
A Audiência Cigana representa um momento histórico de articulação com o Governo
Federal, capitaneado pela Seppir (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da
Igualdade Racial) da Presidência da República. Com presença da secretária especial de
Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ministra Matilde Ribeiro, a mesa política
reunirá representantes do Ministério da Saúde, Ministério da Cultura, Ministério da
Educação, Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Justiça, Ministério do
Desenvolvimento Agrário, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome,
Ministério das Cidades, Ministério da Previdência Social, Ministério da Defesa,
Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Secretaria Nacional de Segurança Pública e
Governo do Distrito Federal.
"Esse é um momento histórico, porque em todo o planeta ninguém nos chamou para
conversar. O Brasil está dando um exemplo para o mundo", afirma Cláudio Domingos
Iovanovitchi, presidente da Apreci (Associação de Preservação da Cultura Cigana) e
integrante do CNPIR (Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial). Segundo ele, a
audiência é um marco para a discussão dos direitos e problemas vividos pelos ciganos no
Brasil, formação de lideranças entre jovens de 18 a 25 anos e criação de
representações estaduais da Apreci.
Clique aqui e leia entrevista exclusiva de Cláudio Domingos Iovanovitchi
concedida ao Destaque Seppir em abril.
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Audiência Cigana
Data: 14 de junho
Horário: das 9h às 18h
Local: Saint Paul Park Hotel,
SHS, Quadra 2, Bloco H, Brasília, DF |
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A DESIGUALDADE EM NÚMEROS |
Negros têm menor qualidade vida |
Segundo classificação no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano)*
Brasil: 72º
Negros: 101º
Brancos: 46º
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(*) O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) mede o nível
de desenvolvimento humano dos países utilizando como critérios indicadores de educação
(alfabetização e taxa de matrícula), longevidade (esperança de vida ao nascer) e renda
(PIB per capita).
O índice varia de zero (nenhum desenvolvimento humano) a um (desenvolvimento humano
total). Países com IDH até 0,499 têm desenvolvimento humano considerado baixo, os
países com índices entre 0,500 e 0,799 são considerados de médio desenvolvimento
humano e países com IDH superior a 0,800 têm desenvolvimento humano considerado alto.
Fonte: IDH / PNUD (Programa da Nações Unidas para o
Desenvolvimento), 2004
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As paulistanas Airucy Bárbara Diogo Casimiro, de 18 anos, estudante de Direito (à
esquerda), e sua irmã, Amarílis Helena Diogo Casimiro, de 15 anos, estudante do ensino
médio, ilustram com seus sorrisos a foto ao lado da logomarca do Destaque Seppir.
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Comunicação Social da Seppir
Jornalista Responsável: Cláudio Eugênio
Assistente: Osmar Camelo
Colaboradora: Graça Ohana - Seppir
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